O início da minha trajetória nos concursos • Sem desistir
agosto 27, 2015

O início da minha trajetória nos concursos

tragetória

Olá, pessoal!
Hoje vou contar um pouco da minha trajetória nos concursos para então começar a falar da minha preparação para cada uma das fases até a minha aprovação.

Desde o oitavo período da faculdade (2 semestre de 2011) tenho vivido dentro deste mundo dos concursos. Percebam, eu vivo neste mundo dos concursos faz muito tempo, convivendo com gente que estuda pra concurso, comprando livros e cursos, fazendo provas, mas não faz tanto tempo assim que comecei a estudar. Sempre me dediquei muito a faculdade. Não que eu estudasse todos os dias, mas sempre me esforcei muito para as provas. Durante a faculdade então eu nunca consegui focar nos concursos, pois tinha como prioridade fazer uma boa faculdade e não abrir mão da experiência de um bom estágio. No último ano da faculdade me inscrevi em vários concursos para técnico e analista. Foi um período de muitas oportunidades na minha cidade, então desde logo me acostumei a ir fazer provas mesmo que sem estudar nada para elas. Eu sempre pensava “para esse eu vou estudar” e aí criava mil formas de me auto sabotar e acabava indo para a prova sem sequer saber o conteúdo do edital.

A verdade é que nunca me vi trabalhando no cargo de técnico/analista, pois conhecia bem a rotina dos servidores e nunca foi algo que me empolgou. Ou seja, eu não tinha motivação nenhuma para estudar. Cheguei a me matricular em um curso presencial para o concurso de analista do TRF 5, mas acabei perdendo o prazo de inscrição do concurso e então foi quando decidi focar na OAB. Passada a OAB eu já estava perto do final do curso, várias amigas minhas haviam sido aprovadas para os cargos de técnico/analista e eu não tinha perspectiva nenhuma de futuro profissional pós faculdade. Até que surgiu uma oportunidade no órgão que eu estagiava de seleção para cargo comissionado. Para minha felicidade eu consegui a vaga, adiantei a minha colação de grau e me formei em março de 2013. Acontece que eu não tinha a tão sonhada estabilidade.

A partir daí, trabalhando 7 horas por dia, comecei a estudar para concursos com foco em procuradorias. Acontece que o trabalho acabava me cansando muito e eu não tive força de vontade para criar um ritmo de estudos. Também não conseguia seguir um cronograma, começava uma matéria e partia para outra sem nenhum planejamento. A verdade é que eu não tive força de vontade suficiente para conseguir trabalhar e estudar ao mesmo tempo, mas acredito que porque eu ainda não tinha a maturidade e a disciplina necessárias para estudar. Então acabei optando por deixar meu cargo para “só estudar”. Acontece que esse começo foi muito difícil, pois eu demorei muito para desenvolver uma disciplina. Ficava horas e horas sentada na mesa de estudos sem render nada, estudava apenas as matérias que gostava ou o que achava necessário sem saber dividir meu tempo entre todas as matérias do edital.

No início de 2014, eu comecei o ano querendo fazer diferente, mas foi um processo lento. Começaram a surgir mais provas de procuradorias e eu via que se eu me esforçasse eu conseguiria passar. O problema estava justamente em conseguir desenvolver essa disciplina. Fiz as provas da PGM Recife FCC Jan. 2014 (55 acertos de 100 questões), PGE BA CESPE Fev. 2014 (100 acertos de 200 questões) e PGE PI CESPE Jul. 2014 (61 acertos de 100 questões). Enquanto isso, fui estudando de pouquinho em pouquinho, lendo vários livros diferentes, mas fazendo poucas questões e negligenciando também a lei seca e os informativos.

Até que depois de um ano “só estudando” eu tomei a decisão que iria deixar de moleza e iria me esforçar de verdade. E aqui começam os meus estudos levados a sério em outubro de 2014. Procurei ajuda, pois sabia que um dos meus maiores obstáculos era não acreditar em mim mesma, e comecei sessões de life coaching. Em setembro de 2014 havia saído o edital de um concurso para PGE. Parecia um sonho muito distante e algo impossível, mas comecei meu estudo com um planejamento montado por mim mesma para essa prova e com a ajuda da minha coaching trabalhando minhas crenças irracionais. Assim, consegui a disciplina que precisava e em dezembro de 2014 passei da primeira fase com uma nota que nem poderia sonhar (84 de 100). Eu tinha conseguido!! E isso me deixou mais feliz e animada do que nunca para continuar estudando com muita garra para as próximas fases. Entrei num período de dedicação 100%, estudando durante o natal, festas de fim de ano e férias, que valeu muito a pena, pois hoje posso falar que fui aprovada num dos melhores cargos de procuradoria do Brasil com perspectiva de nomeação.

Fiz outros posts específicos contando melhor como estudei para passar na primeira fase e na segunda fase, com a bibliografia utilizada e outros detalhes mais.

Espero com este post passar pra vocês que acreditar em si mesmo é fundamental e que você deve buscar estudar para o cargo que vai te satisfazer profissionalmente. Aprendi com a minha experiência e a de algumas pessoas próximas que quando se estuda para o que você quer de verdade fazemos de tudo para tornar o impossível se tornar possível. Sem motivação o caminho será muito mais difícil e longo. Descubra o que você quer ser e acredite: sonhos podem se tornar realidade.

Comments

comments


Comente via Facebook

Comente no blog

5 Respostas para "O início da minha trajetória nos concursos"

LollaMPF - 23, dezembro 2015 às (12:41)

muito legal sua trajetória. Vc tem toda razão sobre não se identificar com a carreira de analista. Sou analista do MPU há 7 anos e tenho muito remorso de ter me acomodado na carreira. Eu sei que na época com a bagagem que eu estava teria chances de passar pra qualquer carreira de Procuradorias, mas me iludi com a carreira do MPU. Hoje criei coragem e estou retomando os estudos. Obrigada por compartilhar sua história. Vc tem conseguido incentivar muitas pessoas, inclusive eu! grande abraco.

Responder


@semdesistir - dezembro 23rd, 2015 às2:44 pm respondeu:

Muito obrigada pelas palavras! Força nessa caminhada e sucesso!

Responder

katia - 07, setembro 2016 às (17:24)

Amiga,
Muito emocionada com seu relato. Sou jornalista, mas resolvi fazer Direito depois de ralar muito no jornalismo e ganhar pouco. Fiz três concursos para jornalistas – MPE, MPU (no qual passei em segundo lugar, chamaram o primeiro e nunca me chamaram) e TRANSPETRO. Passei em todos.
Nunca fui chamada. Fui fazer Direito com filho pequeno. Fiz vários concursos para técnicos e analistas, nunca passei. Trabalhava, estagiava, estudava e cuidava de casa. Passei na OAB no nono período. Terminei o curso e grávida do segundo filho, passei para advogada da CONAB (até hoje não me chamaram) e para advogada da EBSERH (também não). Triste e desmotivada. Fiz AGU, PGM E PGE fiquei raspando. Estou determinada, mas preciso me encontrar, acertar o passo. Atualmente trabalho manhã, tarde e noite, pois dou aulas na Faculdade para o curso de Direito. Obrigada por compartilhar seu relato.

Responder


Sem Desistir - setembro 8th, 2016 às12:35 am respondeu:

Nossa, Katia, que história!
É verdade que poucos concurseiros sabem desta fase que as vezes temos que passar: depois de tanto esforço ter que esperar a nomeação, o que muitas vezes gera uma ansiedade e angústia ainda maior do que a fase de esforço e dedicação. Entretanto, é bem mais comum do que pensamos. Hoje conheço várias histórias de cortar o coração de gente que ralou muito para ter o nome na lista dos aprovados que viu a validade do concurso expirar ou continua esperando pela nomeação. Infelizmente, acontece mais do que gostaríamos e do que tomamos conhecimento.
Você mostrou neste comentário como é determinada e conseguir “ficar raspando” nestas provas é o indício de que você está no caminho certo. Se você sabe bem o que quer não desista. Não esqueça onde você quer chegar e se imagine lá para ter forças nesta caminhada. Boa sorte e coragem!

Responder


KATIA ALENCAR - setembro 18th, 2016 às12:38 pm respondeu:

Obrigada pelas palavras!
Há dias que honestamente penso em desistir.
Mas penso que não posso me dar esse direito.
Meu bebê vai fazer dois anos e me pego várias vezes no fim de semana sem hora pra estudar, pois fico sem baba.
É nessas horas que penso que tenho que ser mais forte que minha realidade.
Sei que Deus há de me conceder a boa hora da aprovação e nomeação.
Um grande abraço e continuo acompanhando!

Responder

Sem desistir • todos os direitos reservados © 2018 • powered by WordPress • Desenvolvido por Responsivo por